João Paulo de Vasconcelos

O outro lado de Itatiaia

Quem gosta de viajar tenta encontrar qualquer desculpa para dar uma escapada e conhecer algum lugar diferente fora das rotas de turismo de feriado, que lotam as estradas e acabam com o dinheiro do bolso num piscar de olhos. Fugir das praias no verão e de recantos do frio como Campos do Jordão e Gramado no Inverno pode parecer difícil, especialmente se você tem pouco tempo para viajar. Mas alguns lugares que têm seu charme turístico para os que querem só passar uns dias fora do caos da cidade também escondem destinos aos que querem mais do que um jantar em um restaurante de um lugar diferente. Um deles é o Parque Nacional do Itatiaia.

Pico das Prateleiras

Com um pouco de estrada saindo de São Paulo ou do Rio de Janeiro, o parque agrada quem quer só um fim de semana tranquilo nas cidades próximas como Penedo ou Visconde de Mauá, com belas paisagens, temperaturas baixas, restaurantes com os mais variados tipos de comida, e pousadas agradáveis. Com algumas trilhas simples não muito distantes dos hotéis, que são fáceis de se fazer com crianças e pessoas mais velhas, é muito fácil pensar que o lugar é mais uma escapada rápida e sem muita emoção. É aí que entra a parte alta do parque.
Saindo de Itatiaia e seguindo ao norte pela BR-354 que cruza as divisas de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais diversas vezes, está o acesso à entrada do parque. Lá existem locais para camping por preços baixos que rondam R$ 6,00 ao dia – vale a pena fazer uma reserva no site do Parque Nacional do Itatiaia – e inúmeras trilhas e caminhos a percorrer por uma das áreas mais altas do Brasil. As principais são as que sobem o Pico das Agulhas Negras e o Pico das Prateleiras.
Ambas contam com trechos mais difíceis que exigem o acompanhamento de um guia aos que não têm uma noção básica de escalada, mas são um ótimo jeito de começar a explorar um pouco além de trilhas simples. O Pico das Prateleiras é, na opinião dos guias, a trilha mais bonita de se fazer no parque e traz um certo desafio.

Totem na montanha

A caminhada é bem tranquila no começo, até a chegada à base onde se passa por uma placa que deixa clara a necessidade de um guia. A subida deixa de ser uma trilha comum e se torna uma pequena escalada, subindo entre pedras com muito cuidad
o para não cair entre os muitos espaços que podem dar um frio na barriga a quem tem medo de altura. Já na chegada ao cume existem trechos em que o equipamento básico de escalada é necessário, como cordas e cintos de proteção, mas o esforço não é tão grande. No cume há um livro – dentro de uma caixa de metal presa por um cabo de aço – onde os que conseguirem chegar podem assinar seus nomes, além de uma vista que faz todo o caminho valer a pena.

Parque Nacional de Itatiaia

Como chegar:
Saindo de São Paulo:
  • De carro: Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até a saída 318 no Estado do Rio de Janeiro até o centro de Itatiaia.
  • De ônibus: A Viação Cometa faz a linha até Itatiaia partindo da Rodoviária do Tietê.
Do Rio de Janeiro:
  • De carro: Rodovia Presidente Dutra (BR-116) até a saída 317, para o centro de Itatiaia.
  • De ônibus: A Viação Cidade do Aço faz a linha até Itatiaia partindo da Rodoviária Novo Rio.
A trilha toda leva cerca de 5 horas, dependendo da disposição. E apesar das temperaturas baixas na parte alta do parque – em algumas noites podendo chegar a 10º negativos – o sol é bem forte e queima, então um protetor solar é indispensável. Depois é só aproveitar a conquista e descansar bastante. Acredite, você vai precisar.
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